Uso como pano de fundo uma matéria que Costanza Pascolato escreveu sobre "Clássico com Atitude".
Já mencionamos aqui neste espaço sobre os efeitos da crise que afetou o mundo no ano de 2008, coseqüentemente afetou também o mundo da moda. Como este universo é muito sensível às mudanças comportamentais, constatamos uma grande mudança nos hábitos dos consumidores. Não é novidade que o termômetro dos criadores partem do monitoramento dos hábitos de comportamento e consumo dos seus clientes e da sociedade como um todo.

A muito se falava do High-Low. Para quem não conhece esta expressão, ela quer dizer a mistura de peças grifadas com outras de baixo custo, criando assim um look equilibrado fugindo da simples e pura ostentação. Este foi um movimento que teve inicio há alguns anos e não teve uma conexão direta com a crise vivida por todo o mundo no ano 2008/2009.

O mercado de luxo percebe esta mudança e começa a mudar o conceito de tendência. Não existe mais espaço para o desperdício. Os consumidores estão muito mais conscientes sobre o valor investido, e partindo deste princípio, o supérfluo é transitório. As grandes empresas da área de luxo estão investindo na atemporalidade. Suas criações visam peças práticas e com uma vida longa, onde alguns elementos são explorados como a modelagem, os materiais utilizados, além de oferecerem produtos mais acessíveis, com isso, a preocupação começa na escolha das linhas. Digamos que é uma espécie de High-Low no mundo do luxo. Desta forma torna-se muito mais coerente o consumo das marcas de luxo.

