Inovação

O novo sentido da inovação no consumo e em outros aspectos da vida cotidiana é ligado ao design. A difusão rápida e inesperada desta visão e desta prática - seja pessoal ou coletiva - demonstra pelo menos duas coisas: primeiro, o quanto às pessoas amam mudanças e o quanto elas são desejosas de experimentar e adotar novos estimulantes comportamentais capazes de transformar a vida todos os dias em algo extraordinário.

 

E segundo, o quanto estão na busca de explicações simples capazes de dar um novo sentido à experiência. Tal evidência  reafirma a necessidade de uma escuta das pessoas em suas unidades, singularidades e sensibilidades. As gerações devem ser olhadas e observadas como "empresas criativas". Estamos diante de indivíduos com a inovação no sangue e no cérebro e com expectativas cada vez mais exigentes em cada tempo, da moda à tecnologia, da mídia aos pequenos consumos cotidianos.

Sob esta ótica, as pessoas exprimem uma criatividade inata e poética na sua relação com o cotidiano. A criatividade entra não como uma ruptura, mas, como um novo processo e  a casa é uma espécie de micro laboratório.  Dentro desta reflexão, constata-se  que o mais importante é entrar no mundo do consumidor e antecipar seus desejos oferecendo a eles o que nem eles mesmos sabem.

As novas tecnologias contribuíram para modificar os comportamentos "mentais" que cada um absorveu como novos parâmetros de pensar, decidir e selecionar. E, sobretudo de projetar, freqüentar também em termos criativos a própria realidade dando a um particular comportamento, expressão das novas tecnologias. 

 

Para tal inovação é preciso recolher a intensidade dos momentos inesperados que não estão fora do cotidiano, e buscar o novo dentro dos momentos ordinários e não somente no extraordinário, pois, a simplicidade é um valor cada vez mais apreciado nos dias atuais.